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Investigadora do ICVS Carina Cunha vence Medalha de Honra L’Oréal Portugal

Carina Cunha é uma das vencedoras deste prémio para as Mulheres na Ciência e vai receber 15 mil euros para compreender quais são os grupos de neurónios que definem o que é uma recompensa no nosso cérebro – ou seja, perceber como funcionamos quando somos expostos a experiências recompensadoras ou a drogas de abuso.

A investigadora Carina Cunha, do ICVS da Escola de Medicina da Universidade do Minho,é esta quinta-feira, 24 de março, distinguida com a Medalha de Honra L’Oréal Portugal para as Mulheres na Ciência. A cientista vai receber 15 mil euros para estruturar o mapa do nosso cérebro – e responder a mais dúvidas . O projeto galardoado pretende identificar o grupo de neurónios que são ativados quando somos expostos a recompensas naturais ou a drogas de abuso, compreendendo que grupos respondem a uma experiência e a outra – e no futuro, encontrar um caminho para combater a adição.

“Vamos conseguir perceber de que forma assimilamos emoções relacionadas com estimulos naturais positivos – como comer, beber ou interação social – e emoções relacionadas com exposição a drogas de abuso. Isto é particularmente importante porque, apesar dos circuitos neuronais serem partilhados, a exposição a drogas de abuso pode envolver ativação de conjuntos neuronais diferentes daqueles queestão envolvidos em resposta a estímulos naturais”, define a investigadora.

“Se conseguirmos identificar um perfil genético e funcional especifico destes neurónios, poderemos usar estes dados para no futuro manipular a sua função em modelos animais de adição, na tentativa de encontrar tratamento, usando alvos mais específicos, para esta doença neuropsiquiátrica altamente debilitante e com um impacto social muito significativo”, completa.

O prémio atribuído pela L’Oréal Portugal, Comissão Nacional da UNESCO e Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) visa incentivar investigadoras em Portugal,já doutoradas e até aos 35 anos, a prosseguirem estudos originais e relevantes para a saúde e o ambiente.  

“Esta medalha representa um marco de alto reconhecimento do mérito da minha carreira científica na área de investigação das neurociências e que me honra e orgulha”, explica Carina Cunha.“Este prémio é um grande incentivo e apoio para impulsionar a minha carreirac omo investigadora e para prosseguir o meu projeto de investigação”.

Carina Cunha recebe o prémio aos 32 anos, depois de completado mestrado e doutoramentona Escola de Medicina da Universidade do Minho. Desde 2010 que integra o ICVS,entrando, à época, como estudante de Mestrado, depois de se ter licenciado em Biologia Aplicada, também pela Universidade do Minho. A investigadora concluiu ainda pós-doutoramento em 2019, tendo, nesse mesmo ano, garantido uma Bolsa Fullbright para realizar novo pós-doutoramento no Zuckerman Institute, na Universidade de Columbia (Estados Unidos da América).

Além da investigadora da Escola de Medicina, também Edna Correia (Universidade de Lisboa), Sandra Tavares (Universidade do Porto) e Sara Carvalhal (Universidadedo Algarve) foram galardoadas com esta distinção.  

O júri, presidido por Alexandre Quintanilha, avaliou mais de 70 candidaturas, elegendo estas quatro jovens investigadoras. Este prémio, que segue na sua 15ª edição, pretende contribuir para aumentar o número de cientistas mulheres a nível mundial, que continua abaixo dos 30%.

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