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Science & Society | News | Luísa Pinto, investigadora do ICVS, descobre novas pistas (e novos alvos) para atacar a depressão

Luísa Pinto, investigadora do ICVS, descobre novas pistas (e novos alvos) para atacar a depressão

A depressão e a ansiedade continuam a ser doenças com enorme prevalência e sem cura. Luísa Pinto, investigadora do ICVS da Escola de Medicina da Universidade do Minho, lança agora novas pistas para atacar estas doenças neuropsiquiátricas num artigo científico publicado na MolecularPsychiatry, do grupo Nature.

Como é que Podemos descobrir os potenciais alvos para atacar estas doenças? Através das novas células, neurónios e astrócitos, que geramos no nosso cérebro. A incapacidade ou menor capacidade de gerar novas células num cérebro adulto está associada a vários défices cognitivos e emocionais – e são estas células um potencial alvo terapêutico de doenças neuropsiquiátricas como por exemplo a depressão.

Através de um modelo genético, a equipa de Luísa Pinto eliminou as células novas do Sistema cerebral de ratos (modelo usado no estudo), de forma a permitir aferir o real impacto da sua ausência. Os resultados demonstram precisamente que a retirada destas novas células precipita os comportamentos de tipo ansioso, tendo também um impacto no comportamento de tipo depressivo e cognitivo e na comunicação entre diferentes regiões cerebrais dependendo do estádio de vida das células.Ou seja, a incapacidade em criar novas células no nosso cérebro pode tornar-nos mais suscetíveis a determinadas doenças – como, neste caso, a ansiedade ou depressão.

Este trabalho,realizado no ICVS, instituto de investigação biomédica da Escola de Medicina da UMinho, aponta a esta descoberta como uma nova possibilidade no ataque a estas doenças, através de terapêuticas como os medicamentos, incluindo antidepressivos e antipsicóticos.

O artigo científico publicado esta quarta-feira confirma ainda que existe um impacto functional diferenciado destas novas células do nosso cérebro dependendo dos seus diferentes estágios de maturação, contribuindo para um palco comum na comunidade científica.

Luísa Pinto foi distinguida, no final de 2019, com um dos Nature Research Awards for Driving Global Impact, sendo uma das três vencedoras dos prémios da revista Nature que distingue jovens cientistas cuja investigação tem um impacto positivo na comunidade.


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