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Equipa do ICVS e da Escola de Medicina vence Prémio Grünenthal Dor

Equipa do ICVS e da Escola de Medicina vence Prémio Grünenthal Dor

O grupo de investigadores, liderado por Patrícia Ribeiro Pinto, foi o vencedor de 2018 na categoria de investigação clínica. O trabalho desta equipa consistiu no desenvolvimento de um questionário para avaliação da dor associada à hemofilia e apresenta, pela primeira vez, dados relativos à prevalência e experiência de dor nas pessoas com hemofilia em Portugal.

Uma equipa de investigadores do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde (ICVS) da Escola de Medicina, liderada por Patrícia Pinto, venceu o Prémio Grünenthal Dor, na categoria de investigação clínica, o mais importante galardão sobre investigação em dor em Portugal. O trabalho, denominado Answering the call: a new measure to assess pain in people with haemophilia and description of pain experience among Portuguese patients”, consistiu no desenvolvimento de um questionário – o Multidimensional Haemophilia Pain Questionnaire (MHPQ) – que permite compreender melhor a dor associada à hemofilia e apresentar dados concretos da dor nestas pessoas, com o objetivo de, em contexto clínico, ajudar a preencher a lacuna referente à avaliação da dor na hemofilia e orientar para abordagens de tratamento mais eficazes.

“Não havia informação em Portugal sobre a experiência de dor nos pacientes com hemofilia. Apesar de noutros países já existir uma série de estudos a reportar características e dados sobre as pessoas com esta doença, em Portugal não havia”, explica Patrícia Pinto. A equipa desenvolveu este trabalho no âmbito do primeiro survey nacional criado para as pessoas com hemofilia, com o objectivo de conhecer as suas características demográficas, clínicas, psicológicas e relacionadas com a dor.  A análise dos resultados obtidos permitiu à equipa concluir que Portugal está nos mesmo níveis que os restantes países europeus.

“Confirmou-se que, de facto, a dor é muito prevalente. Cerca de 80% das pessoas inquiridas referiu sentir dor relacionada com a hemofilia no ano anterior. Além de muito prevalente, a dor tem elevada duração, há pessoas que chegam a ter dor há 50 anos. E confirmamos um número elevado de localizações de dor na mesma pessoa. Nos adultos, por exemplo, a média de localizações de dor é 5”, resume a investigadora, com base nos resultados do questionário –com uma taxa de retorno de 29%.

A hemofilia é uma doença genética rara, associada ao cromossoma X,sendo que em Portugal tem uma prevalência que ronda as 700 pessoas, de acordo com a Federação Mundial de Hemofilia. A doença é causada pela insuficiência do fator de coagulação VIII (hemofilia A) ou IX (hemofilia B), sendo o principal sintoma a ocorrência de hemorragias espontâneas. É caracterizada por episódios de dor aguda (associados às hemorragias espontâneas) e pelo desenvolvimento de dor crónica . A dor tem impacto negativo na locomoção e pode também afectar outras áreas, nomeadamente a vida profissional.

O Prémio Grünenthal Dor é um prémio anual, criado pelaFundação Grünenthal, destinado a galardoar trabalhos em Língua Portuguesa ouInglesa, da autoria de médicos ou outros profissionais de saúde, sobre temas deinvestigação básica ou clínica relacionados com a dor.

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