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INVESTIGADORES DO ICVS ANTÓNIO SALGADO E NUNO SILVA VENCEM PRÉMIO MELO E CASTRO 2021

A dupla de investigadores do ICVS da Escola de Medicina volta a ganhar este galardão inserido nos Prémios Santa Casa Neurociências, desta feita pelo projeto que lidera para estudar os efeitos do secretoma de células estaminais narecuperação das lesões na espinal medula e na regeneração do tecido nervoso. O objetivo? Estabelecer novas estratégias terapêuticas para as lesões na espinal medula.

 

A equipa da Universidadedo Minho vai receber 200 mil euros de financiamento na sequência deste prémio,que promove o trabalho de investigação dedicado à descoberta de potenciais soluções para a reabilitação da população afetada por lesões motoras e fisiológicas. É a terceira vez que a dupla de investigadores recebe este prémio, depois de 2013 e 2017, ambos com o intuito de desenvolver melhores terapias para as lesões vertebro-medulares.

 

“É um reconhecimento não só pelas ideias apresentadas no projecto deste ano, mas também por todo o trabalho que a equipa coordenada por mim e pelo Nuno Silva tem feito nos últimos 15 anos. Este novo financiamento é extremamente importante porque nos vai permitir desenvolver um conceito que, a ser validado nos modelos que vamos utilizar, poderá ter um potencial de translação significativo permitindo melhorar a qualidade de vida das pessoas que sofrem este tipo de lesões”.,destaca António Salgado.

 

“Podemos comparer a espinal medula a uma auto-estrada, que permite a comunicação entre o cérebro e o resto do corpo e vice-versa. Impulsos nervosos passam ao longo da sua estrutura, controlando um sem número de tarefas que realizamos todos os dias. Devido a esta particularidade, quando a espinal medula é afetada por uma lesão, conhecida por lesão vertebro-medular, as consequências são severas. Isto acontece porque, ao contrário da maior parte dos tecidos do corpo humano, o tecido nervoso apresenta uma baixa capacidade de regeneração”, explica o investigador António Salgado.

 

O trabalho feito previamente por esta equipa da Universidade do Minho já tinha permitido perceber que estes sinais (secretoma) produzidos por células estaminais tem um forte potencial de regeneração, com uma incidência particular em lesões do sistema nervoso, como são as lesões vertebro-medulares.

 

É a terceira vez que uma equipa liderada pelo neurocientista António Salgado vence um dos Prémios Santa Casa Neurociências. Em 2013, a equipa minhota venceu o Prémio Melo e Castro pelo desenvolvimento de uma terapia integrada para as lesões vertebro-medulares através do recurso a biomateriais, células estaminais e neuroprotetores. Em 2017, a equipa de António Salgado voltou a receber o Prémio Melo e Castro, num projeto destinado ao tratamento das lesões da medulla espinal, com a combinação de três terapias diferentes.

 

A equipa liderada por António Salgado e Nuno Silva conta com 20 investigadores associados que, para além da contribuição do grupo coordenado pelos investigadores da Escola de Medicina, conta também com a participação da equipa liderada por Ana Colette Maurício no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto.

 

Além destes dois galardões, a Escola de Medicina da Universidade do Minho tinha também recebidoo Prémio Mantero Belard em 2019, entregue a Fábio Teixeira, e o Prémio Melo e Castro em 2018, atribuído a Nuno Sousa.

 

Os Prémios Santa Casa Neurociências representam um investimento anual de 400.000 euros na área das neurociências, na promoção de investigação científica de excelência em duas grandes áreas de atuação, a recuperação de lesões vertebro-medulares e em doenças neurodegenerativas associadas ao envelhecimento, respectivamente. O Prémio Melo e Castro, no valor de 200.000 euros, recai no âmbito das lesõesv ertebro-medulares traumáticas, adquiridas ou congénitas.


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