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Jaime Correia de Sousa lidera estudo para conhecer a prevalĂȘncia da asma em Portugal

No Dia Mundial da Asma, 4 de maio, conversámos com o professor e investigador Jaime Correia de Sousa sobre uma doença que afeta uma parte significativa da população – e que o investigador quer conhecer melhor através de um estudo epidemiológico.

“As pessoas com asma, particularmente as que têm asma mais moderada ou grave, têm uma qualidade de vida que pode ser melhorada”, afiança Jaime Correia de Sousa. “Há muitos mitos sobre a asma que não leva as pessoas a fazerem corretamente o tratamento. Há boas ofertas detratamento e há boas e sólidas recomendações clínicas”.

Jaime Correia de Sousa, especialista em Medicina Geral e Familiar, dá conta ainda da pouca atenção dada a uma das doenças crónicas mais comuns no mundo. “Continuamos a ter menos atenção à asma do que à diabetes ou à hipertensão. Um dos problemas fundamentais é colocar a asma na agenda dos clínicos e das próprias pessoas com asma, que muitas vezes subestimam a sua doença”, atenta.

“As guidelines vão mudando com alguma frequência, mas temos feito um esforço muito grande,principalmente com os médicos de família e na nossa própria Escola através da pós-graduação em doenças respiratórias”, explica.

 

Conhecer a prevalência da asma em Portugal – e que tipo de asma

“Vamos perceber nas pessoas que não têm "asma conhecida" que existe subdiagnóstico. Vamos também perceber que existem diagnósticos incorretos, que há pessoas com asma que podiam ter asma melhor controlada e também perceber quais são os perfis terapêuticos”. Como? JaimeCorreia de Sousa (ICVS da Escola de Medicina), João Fonseca (CINTESIS da UPorto) e Filipa Bernardo (Astrazeneca) estão na linha da frente do projeto EPI-ASTHMA, que vai caracterizar o doente asmático e determinar a prevalência em Portugal.

O estudo foca-se na população adulta, com mais de 18 anos, sendo realizado em quatro etapas, nas quais contará também com o apoio do P5, centro de medicina digital da Escola de Medicina.

Ao longo dos próximos três anos, o objetivo “é conhecer a prevalência de asma com alguma distribuição regional, mas também a asma em termos de categorização”, explica o investigador do ICVS, dando particular ênfase à intenção de distinguir asma grave e asma de control difícil – uma diferenciação importante no perfil do doente. “Temos aqui números que precisamos de conhecer e a única maneira de conhecer bem a prevalência da asma grave e distingui-la da asma de controlo difícil é, depois de um estudo deste tipo, estudar os doentes com asma que se possam considerar de graus mais graves”.


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